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Quais são as regras de importação para vinhos?

18 julho 2016
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Confira as informações que não podem faltar nos rótulos e contrarrótulos dos vinhos importados no Brasil.

Quando compramos um vinho, não nos damos conta dos inúmeros processos envolvidos, desde que ele sai do seu país de origem até chegar ao Brasil.

Na Wine, a maioria dos produtos é importada. Logo, o setor responsável pelas importações é pra lá de importante para que os vinhos cheguem até você com segurança. Nós temos um time impecável que cuida de tudo com muito cuidado e carinho.

Mas quais são as regras e as obrigatoriedade para os vinhos? Descrevemos abaixo alguns dos mais importantes procedimentos de importação para você ficar mais por dentro desse assunto e tirar as suas dúvidas sobre o que é obrigatório ter nos rótulos e contrarrótulos aqui no Brasil.

Após a aprovação do pedido, a equipe de Importação entra em ação cuidando de todas as etapas até a entrada dos vinhos em nosso estoque.

Os rótulos e contrarrótulos devem estar de acordo com a legislação brasileira, sendo que o rótulo frontal deve obrigatoriamente conter dados os seguintes dados: marca do produto, teor alcoólico e capacidade volumétrica, como no exemplo abaixo:

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Rótulo de vinhos - Regras de importação

Sobre o contrarrótulo, fica a critério do exportador manter o original e confeccionar etiquetas adicionais ou customizá-lo, inserindo as informações obrigatórias. Por isso, existem diferenças nos contrarrótulos dos exemplares que você recebe.

Contrarrótulo

O Certificado de Origem, atualmente, é necessário apenas para fornecedores do Mercosul, como Chile e Argentina, por exemplo. É uma garantia de que o vinho realmente foi produzido em determinada região.

O COCA (Certificado de Origem e Análise) é dividido em duas partes. A que certifica a origem do produto deve ser assinada e carimbada por um órgão oficial no país que produz o exemplar, sendo necessário que o fornecedor seja credenciado em uma base de dados do MAPA – Ministério da Agricultura.

A outra parte certifica os dados da análise do produto e também deve ser assinada por um órgão oficial, geralmente um laboratório, previamente credenciado em uma base de dados do MAPA.

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Há ainda uma contraprova, quando o produto chega ao Brasil, de amostragem de 1L do vinho em questão, que é encaminhado ao MAPA para comparação. Esse procedimento serve para saber se o vinho está nas mesmas condições de quando saiu de seu país de origem.

Às vezes, é necessário etiquetar novamente, em casos de divergências no resultado da análise laboratorial, como acontece com a classificação de açúcar residual. Veja mais sobre isso aqui.

Quando tudo está dentro dos trâmites legais, o MAPA emite um CI, certificado de inspeção de importação, o termo que permite a comercialização no produto, pela Wine, no Brasil.

É assim que os melhores rótulos do mundo chegam até você, depois de adquiri-los na Wine. Agora que você já sabe mais um pouquinho sobre importação da nossa bebida favorita, nada melhor do que abrir um bom exemplar e saborear ao máximo cada taça.

Escrito por: Bia Miranda

Redatora e revisora da Wine, além de perdidamente apaixonada – e curiosa – pelo mundo do vinho.