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Sustentabilidade na África do Sul

27 setembro 2018
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Conheça a trajetória do país pioneiro em desenvolvimento sustentável na cultura vitivinícola.

O conceito de sustentabilidade vem ganhando força em diversas áreas desde o início dos anos 2000, e hoje já faz parte do dia a dia de empresas de diversos segmentos ao redor do mundo.

No universo dos vinhos não é diferente. Vinícolas e bodegas do Novo Mundo e do Velho Mundo buscam soluções que equilibrem o aspecto econômico, a qualidade final do produto, a preservação do meio ambiente e a saúde do produtor rural.

Líder no assunto há quase uma década, a África do Sul conseguiu obter o selo de sustentabilidade para 95% dos vinhos produzidos em seus domínios, uma estatística impressionante que é fruto de um grande trabalho de regulamentação de todas as etapas dos processos da produção, das vinhas ao engarrafamento. O SWSA (Sustainable Wine South Africa) é o primeiro do mundo no segmento, e existe desde 2010.

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O país oferece toda uma infraestrutura para que essa regulamentação seja possível. A indústria local é apoiada por várias organizações e existem cursos específicos de pré e pós-graduação em viticultura, enologia e biotecnologia do vinho na Universidade de Stellenbosch.

Outra universidade, a Elsenburg Agricultural College, oferece um curso de tecnologia de adega. Também existem no país algumas fazendas experimentais, onde é possível realizar pesquisas e testes de produtos.

Uma joint venture entre a universidade de Stellenbosch e as indústrias sul-africanas de vinho viabilizou a criação do IGWS (Instituto de Ciências da Vinha e do Vinho), cujo objetivo é aumentar a competitividade internacional da indústria no país.

Além disso, todos os vinhos para exportação devem ter uma licença para tal. Vale lembrar que a África do Sul é o oitavo maior exportador do produto, com quase 5% de share.

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Amostras de cada lote destinado a países específicos são enviadas para uma instituição, o Wine & Spirit, na cidade de Nietvoorbij, onde são submetidas a testes de degustação e análises químicas antes de receberem seus respectivos oks.

Cada garrafa ganha, então, um selo oficial de certificação, garantindo que o produto final foi testado e aprovado. Um processo rigoroso e que tem se mostrado eficiente, elevando o nível da produção sul-africana a um patamar altíssimo.

Escrito por: Autor Convidado