Curiosidades

Tipos de taças para cada vinho

25 Janeiro 2017
  • 4367 visualizações
  • 2 comentários

Conheça os principais formatos de taças e escolha os que melhor se adequam aos seus vinhos favoritos.

Por mais que possa parecer um exagero, beber o vinho em uma taça e não em um copo comum faz diferença no que diz respeito a desfrutar de seus sabores e aromas. As taças têm o desenho próprio para potencializar as características dos vinhos.

Apreciar um vinho é sempre uma nova experiência. Independentemente se você usa copo ou taça, o que importa é aproveitar ao máximo o momento.

Contudo, o mundo do vinho é cercado por alguns detalhes que possibilitam extrair do vinho o que ele tem de melhor a oferecer e as taças são um deles.

Para entendermos isso, vamos dividi-la em quatro partes:

A base tem a simples função de servir de apoio ao conjunto. Já a haste é a parte em que devemos segurar a taça, pois assim evitamos o contato das mãos com o bojo, que pode alterar a temperatura da bebida.

O bojo é mais largo para facilitar o contato do vinho com o ar, além de permitir que façamos o movimento giratório de aeração sem derramamentos. A borda é mais afunilada para concentrar a dispersão dos aromas.

O ideal é que a taça seja sempre incolor, translúcida e de superfície lisa para não obstruir a observação da cor. Por mais que taças de vidro sejam mais baratas, o cristal é o material ideal porque é mais leve, tem excelente transparência e maior porosidade, o que contribui para um maior desprendimento das moléculas de aroma.

Os principais tipos de taças são:

Taças para vinhos tintos

Por apresentarem maior complexidade de aromas e sabores, os tintos demandam espaço para respirar – daí o motivo de o corpo da taça ser maior. Nessa categoria, há dois grupos fundamentais, separados de acordo com aromas e paladares: os Bordeaux e os Borgonhas – a denominação se deve ao estilo consagrado das regiões francesas.

Dica de leitura:  Receitas e vinhos para a Páscoa

Taça Bordeaux

Ícone máximo entre os copos de vinho, tem borda mais fechada com objetivo específico: a concentração dos aromas e o cuidado com o impacto dos taninos.

No caso de um grande vinho, rico em acidez e taninos, a borda reta faz com que a prova vá diretamente para o centro da boca, permitindo um equilíbrio melhor para a degustação.

O bojo grande, que evita a dispersão dos aromas, favorece a degustação de tintos produzidos com Cabernet Sauvignon, Merlot e outras castas típicas da região francesa.

Taça Borgonha

Com bojo ainda mais largo, esse formato valoriza o caráter concentrado e complexo de vinhos elaborados, principalmente, com a Pinot Noir e outras variedades tintas igualmente delicadas.

As características são tão sutis que o líquido precisa de uma área maior para reunir seus aromas, destacando seu equilíbrio. O bojo mais largo facilita a aeração do vinho, liberando os aromas mais rapidamente.

Na França, porém, as taças de Borgonha com borda recurvada para fora são mais comuns, para direcionar o vinho para as laterais da língua, mais sensíveis à acidez. Mas esse é um caso extremo, para aqueles que não colecionam somente vinhos, mas também copos.

Taças para vinhos brancos e rosés

Como são servidos em temperatura mais baixa, o corpo da taça, nesse caso, deve ser menor e a haste, um pouco mais longa, para trocar menos calor com o ambiente, ocasionando o rápido aquecimento do líquido.

A borda estreita direciona o vinho para o centro da língua, permitindo a melhor percepção do equilíbrio entre acidez e notas frutadas. Aqui, aliás, vale uma observação: o copo de vinho branco serve, também, para os rosés, que possuem as notas aromáticas dos brancos e também os taninos dos tintos.

Dica de leitura:  Acessórios do vinho - Corta-gotas

Taças para espumantes

A escolha para os espumantes costuma ser simples: o formato flûte (flauta, em francês) permite a observação da evolução das bolhas, a chamada perlage, um dos indicadores de qualidade desse tipo de vinho. A forma alongada também é útil para trazer à tona a efervecência e a gama de aromas da bebida.

A borda estreita, por sua vez, direciona o líquido para as partes do palato que reconhecem a textura cremosa. Esse tipo de taça vem sendo contestado ultimamente por alguns especialistas que defendem: mesmo os espumantes e Champagnes precisam de ar para liberar todas as suas qualidades. Segundo eles, o corpo um pouco mais largo oferece espaço para concentrar melhor os aromas.

Taças para vinhos de sobremesa

Intensos e concentrados, os vinhos doces e fortificados são consumidos em pequenas quantidades e não precisam ser aerados para desprender aromas, daí o tamanho menor dos copos. A borda estreita direciona a bebida diretamente para a ponta da língua, para que o dulçor característico seja percebido mais facilmente.

A taça ISO

Com formato menor e vidro incolor, a taça ISO (International Standards Organization), criada em 1970, serve para todos os tipos de vinho – exceção feita aos tipos de espumantes. É largamente utilizado em degustações técnicas, agilizando o trabalho da equipe de sommeliers. Os puristas têm horror a ela, mas o modelo é bem-vindo para a descontração do vinho tomado em casa.

Recomendamos para você:

( )
R$##,##
Sócios ClubeW: R$##,##
CONFIRA
( )
R$##,##
Sócios ClubeW: R$##,##
CONFIRA
( )
R$##,##
Sócios ClubeW: R$##,##
CONFIRA
( )
R$##,##
Sócios ClubeW: R$##,##
CONFIRA
Escrito por: Bia Miranda

Redatora e revisora da Wine, além de perdidamente apaixonada – e curiosa – pelo mundo do vinho.