Diário do Winehunter

Califórnia, pero no mucho

05 novembro 2018
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Em uma casa na região do Napa Valley, concentramos a degustação de 180 vinhos da Austrália, Nova Zelândia e África do Sul. Saiba tudo sobre essa viagem incrível!

Mais uma viagem, mais surpresas e mais histórias para contar. Desta vez, nossa degustação de vinhos australianos, neozelandeses e sul-africanos aconteceu na Califórnia, Estados Unidos. Por uma questão de praticidade e de agenda, concentramos a prova de mais de 180 vinhos desses três países em uma casa muito simpática no Napa Valley, bem perto do Oxbow Public Market, mercado bacana de produtos orgânicos, que, aliás, vale a visita.

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Seguimos do aeroporto de San Francisco direto para a região vinícola mais famosa dos Estados Unidos a bordo da Wine Wagon (assim apelidada por nós), uma SUV Tahoe gigante, com o porta-malas lotado de vinhos – mal cabiam nossas malas.

Começamos cedo, pois tínhamos somente três dias para provar, analisar e descobrir rótulos interessantes. Algumas vinícolas já conhecíamos, outras não, o que sempre nos traz surpresas. Os australianos sobressaem pela potência, com uma boa dose de tempero e de complexidade.

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A África do Sul, por sua vez, a cada dia nos surpreende pela qualidade que vem empregando na produção de seus vinhos: o resultado não é mais aquela explosão frutada encontrada no passado – apesar de manter a fruta como característica, os exemplares são mais elegantes e menos pesados, excelentes.

A Nova Zelândia não muda: o que é bom é caro. Porém, o objetivo de nossa busca é encontrar vinhos bons a bom preço e qualidade. Certa vez, um produtor neozelandês me disse que seu país natal já tem mercado formado, e que Inglaterra e Ásia não precisam brigar por preços mais baixos. Creio que ele tem razão.

A experiência de degustar vinhos em uma casa é muito legal e mais confortável. Você pode dar uma parada quando a boca não está mais controlada, descansar um pouco no sofá e, logo depois, voltar a algum exemplar que deixou dúvidas.

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Sempre acordando mais cedo para uma caminhada. Perto dos vinhedos, então, é impagável. A única degustação fora de nossa Wine Home aconteceu em uma vinícola. Daí, sim, vinhos californianos, em uma sala de degustação – e tenho algo a dizer sobre ela: nesses 25 anos de hunting, não me lembro de ter provado vinhos em um espaço tão charmoso e aconchegante.

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Demoramos mais do que deveríamos, já que o sofá estava nos engolindo! Que delícia! Durante a viagem, duas experiências gastronômicas nos marcaram. A primeira foi hilariante: no dia em que chegamos, estávamos tão cansados da viagem que pedimos pizza e, imagine, elas acabaram sendo harmonizadas com os vinhos da prova.

A outra foi um bom churrasco, o típico barbecue, que não poderia faltar. Aliás, que churrasco! Com cortes exagerados, bem ao estilo americano. Essa vai deixar saudades… Até a próxima e cheers!

Escrito por: Vicente Jorge

Winehunter, já lecionou em cursos de sommelier e tem mais de 22 anos de experiência no mundo do vinho.