Diário do Winehunter

Caminhos italianos

03 setembro 2018
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De Veneza a Siena, nossa passagem por vinícolas incríveis, regada a bons vinhos e gastronomia excelente.

Nossa viagem começa na chegada ao Aeroporto Internacional Marco Polo, em Veneza, onde sempre vamos aos vinhedos do Friuli. E é sempre fantástico, pois Veneza, além de ser uma cidade mística e encantadora, possui uma rica cultura gastronômica.

Por exemplo, passar por lá e não tomar um Bellini no Harry’s Bar ou comer calamares en su tinta é um sacrilégio. Dali partimos para Spilimbergo e nos hospedamos na casa da família Fantinel. É um lugar incrível, um casarão de fazenda entre os vinhedos de uva Glera, que nos dá a sensação de estarmos na casa de nossas avós. Tudo muito aconchegante, com direito a uma verdadeira pasta caseira.

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Nossa dica para quem vai a Spilimbergo: não deixe de visitar a escola de mosaicos, a Scuola Mosaicisti Friulli (scuolamosaicistifriuli.it). Dizendo assim, parece algo simples, mas é um trabalho minucioso e impressionante. Vale muito a visita.

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A Fantinel (fantinel.com) é uma das melhores e maiores produtoras de prosecco da região porém é uma vinícola familiar, que ainda mantém a essência na produção de vinhos. A sala de barricas pintadas por artistas regionais é bem legal.

Também fomos à La Roncaia (laroncaia.it), vinícola boutique que produz o cultuado Ramandolo DOCG, em Colli Orientali. Um vinho doce que dá a impressão de ser ouro líquido. Delicioso.

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Do Friuli, seguimos para a Toscana, onde fomos recebidos na vinícola Cecchi (cecchi.net), produtora fantástica de Chianti e vinhos de Maremma, como o La Mora D.O.C., um clássico. O Merlot é fantástico!

E é sempre assim: na Itália, já chegamos comendo, não tem jeito, o que é maravilhoso. A Cecchi possui um restaurante incrível, Foresteria Villa Cerna, com uma vista para a colina mais incrível ainda.

As colinas, aliás, são marcas registradas da Toscana, um lugar único, com vinhedos cercados por ciprestes, estradas apertadas cruzando pequenos vilarejos e seus casarões em amarelo e terracota.

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Durante todo o tempo, aquele visual inesquecível dá a impressão de estarmos em um filme. Fomos também à vinícola Val delle Rose (valdellerose.it), toda restaurada, no centro de Maremma, onde provamos incríveis Morelinos e um Vermentino, que realmente foi a surpresa do dia. Mas não esqueço o meu querido Supertoscano Aurelio, que adoramos.

De lá, partimos para Siena, cidade impossível de ser descrita em poucas palavras. É impressionante como se respira arte, em cada canto há uma história. A estátua de Perseu sempre impressiona, pela força da imagem e pelo perfeccionismo.

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Foi ótimo estar nesses dois destinos tão diferentes. Veneza e Siena são lugares únicos, com peculiaridades e encantos próprios. E com muito vinho, boa companhia e comida fantástica, o passeio fica melhor ainda.

Escrito por: Manu Brandão

Winehunter, francês e nativo de Bordeaux com mais de 25 anos de experiência no mundo do vinho.