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O que é Champagne?

25 agosto 2018
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Com certeza você já ouviu falar sobre Champagne, mas você sabe todos os significados dessa palavra? Descubra agora!

Champagne é uma região francesa localizada cerca de 150 quilômetros a leste de Paris. Ela se espalha por 320 aldeias, conhecidas também como crus, em 275.000 parcelas individuais de vinhas, cada uma com o seu perfil específico, em 5 departamentos.

É também, como você sabe, o nome de um dos mais famosos espumantes do mundo.

O terroir de Champagne engloba um mosaico de micro-vinhedos, cada um reunindo uma combinação única de clima, solo e topografia.  Aproveita-se ao máximo sua diversidade e uma equipe composta por cerca de 15.000 viticultores altamente qualificados de Champagne.

A região possui 4 grandes regiões: a Montagne de Reims, a Côte des Blancs e a Côte de Sézanne, o vallée de la Marne e a Côte des Bar.

A história do Champagne

No tempo dos mosteiros, misturar uvas, sem saber exatamente quais estavam nos vinhedos era uma parte automática do processo de vinificação. As uvas eram entregues pelos fazendeiros locais como pagamento do seu dízimo, depois vinificadas coletivamente, independentemente das diferenças de variedades ou local de procedência.

O blend tornou-se uma arte nas mãos de notáveis produtores religiosos, como o monge Dom Pérignon, tesoureiro da Abadia de Hautvilliers em Champagne. Sua especialidade era combinar uvas selecionadas de diferentes origens para melhorar o equilíbrio do vinho finalizado.

Muitos anos depois, as Casas de Champanhe seguiram com a mesma abordagem, explorando a rica diversidade do cada terroir, misturando vinhos de diferentes variedades de uvas, diferentes terroirs e diferentes safras para produzir um cuvée que fosse superior em qualidade a qualquer um deles.

Essa mistura possibilitou a criação de espumantes mais harmoniosos. Ele também abriu o caminho para espumantes com um caráter definido, de sabor e qualidade consistentes, algo até então inédito na época em que os produtores de vinho estavam, em grande parte, à mercê da natureza.

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O champanhe tem uma história de viticultura que remonta ao alvorecer do cristianismo, porém, seus limites de vinhedos e leis foram definidos apenas em 1927, abrangendo cerca de 34.000 hectares de vinhas. E foi em 29 de junho de 1936 que o INAO reconheceu oficialmente Champagne como uma Appellation d’Origine Contrôlée ou A.O.C.

O prestígio do Champagne

O champanhe desfrutou de associações próximas com a monarquia e a nobreza desde o batismo de Clóvis em Reims, no século V. Sua coroação marcou o nascimento do reino da França e estabeleceu Champagne como o vinho oficial da coroação, mais tarde conhecido como “o vinho dos reis e o rei dos vinhos”.

O Champagne passou a simbolizar o espírito da França, a cultura francesa e o pensamento liberal. Sua reputação continuou a se espalhar por todo o século XIX, uma época de prosperidade e celebração, quando nenhum evento da alta sociedade estava completo sem uma garrafa de Champagne. Onde quer que as pessoas festejassem, elas festejavam com Champagne.

Método de Produção

Para serem chamados de Champagne, os espumantes precisam, obrigatoriamente serem produzidos a partir de uvas cultivadas, colhidas e transformadas em vinho na região delimitada de Champagne, na França. As uvas predominantes: Chardonnay, Pinot Noir, Pinot Meunier.

Outras castas permitidas são a Arbane Blanc, a Petit Meslier, a Pinot Blanc e a Pinot Gris, que juntas somam menos de 0,3% das plantações. O gás dos espumantes é proveniente de uma segunda fermentação natural que deve ocorrer dentro das garrafas, conhecido como Método Champenoise, também conhecido como Método Tradicional ou Método Clássico.

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Em outras regiões do mundo, mesmo na França, esse mesmo método pode ser usado. Só que o nome Champenoise não deve ser escrito no rótulo e, sim, conter um de seus sinônimos: Tradicional ou Clássico. Um exemplo de espumante elaborado com esse método, porém fora da Denominação de Origem de Champagne, é o da Denominação de Origem Cava (tipo de espumante espanhol).

Entendendo um rótulo de Champagne

Blanc de blancs: é um espumante branco elaborado apenas com uvas brancas, podendo ser um blend ou varietal

Blanc de noirs: é um espumante branco elaborado apenas com uvas tintas, podendo ser um blend ou varietal

Não vintage (sem safra): um Champanhe tradicional não é safrado, pois é uma mistura a partir de uvas cultivadas em anos diferentes (portanto, de safras diferentes), mas também pode ser a combinação de uma variedade de crus – tudo depende do estilo de Champagne que o enólogo deseja. Esses blends são os meios que as Casas, conhecidas como Maisons, possuem de alcançar e manter seu estilo consistente, independentemente da variação da safra. O estilo de cada Maison é exclusivo, uma fórmula secreta.

Vintage: um Champagne safrado é raro e apenas elaborado em um ano excepcional. Consequentemente sua quantidade no mercado é menor e seu preço é elevado, se comparado com um não safrado.

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Escrito por: Taimmy Rodrigues

Sommelière, capixaba, com formação em História, Alta Gastronomia e em vinhos pela WSET.